Para fins de melhorar a sua experiência, este site usa atualmente cookies. Eu Compreendo
Página Inicial
<   ABRIL 2019   >
SEG TER QUA QUI SEX SAB DOM
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 1 2 3 4 5

É importante uma intervenção legislativa que concretize o Direito Humano à Alimentação Adequada

É importante uma intervenção legislativa que concretize o Direito Humano à Alimentação Adequada
07 de Fevereiro de 2019

A Ordem dos Nutricionistas e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação remeteram uma carta a todos os Grupos Parlamentares, sensibilizando os Deputados para a importância de uma intervenção legislativa que permita a consagração consensual do Direito Humano à Alimentação Adequada.


O Projeto de Lei de Bases do Direito Humano à Alimentação Adequada estará, esta tarde, em discussão na Assembleia da República, e deverá materializar os compromissos internacionais assumidos por Portugal para garantir o acesso a uma alimentação adequada para todos os portugueses, como direito humano fundamental.


“No nosso país, coexistem situações de alimentação insuficiente e de alimentação excessiva, o que se repercute em sérios problemas na saúde dos portugueses. Este cenário preocupante deve ser motivo de mobilização e o Estado tem o dever de garantir o direito humano a uma alimentação adequada traçando políticas intersectoriais que o assegurem”, salienta Alexandra Bento, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.


A Ordem dos Nutricionistas recorda os dados conhecidos recentemente que mostram que 10% dos portugueses tiveram dificuldade em fornecer alimentos suficientes a toda a família e que 2,6% das famílias experimentaram situação de insegurança alimentar moderada ou grave, ou seja, alteraram os seus hábitos alimentares habituais e reduziram o consumo de alimentos. Por outro lado, mais de metade da população tem peso a mais.


Também Francisco Sarmento, representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) em Portugal, sublinha que “é preciso de forma consensual garantir o acesso a uma alimentação adequada para todos os portugueses. O facto de ainda existirem portugueses que não têm garantido este requisito essencial que é a alimentação e a nutrição, significa que temos um sistema alimentar desadequado, o que é sinal de um insucesso coletivo.”


A Ordem dos Nutricionistas e a FAO há muito que têm vindo a defender a criação da Lei de Bases do Direito Humano à Alimentação Adequada, tendo inclusive, em 2017, reunido todos os Grupos Parlamentares na Assembleia da República para sensibilizar para iniciativas legislativas que consagrassem este direito que, até à data, não é reconhecido em Portugal.



Fonte: Atlas da Saúde, online, 07 de fevereiro de 2019